A Zeno.FM Station
WEB RÁDIO ÉPOCAS

.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

História dos drones: como surgiram? Para que servem?

 

Os drones vêm ganhando cada vez mais popularidade, tendo sua regulamentação em bom nível de maturidade já agora em 2023. De acordo com a consultoria Gartner, 5 milhões de dispositivos devem ser vendidos por ano até 2025, gerando, possivelmente, um faturamento de cerca de 15,2 bilhões de dólares por ano. Entretanto, poucas pessoas sabem da história dos drones, seu surgimento, a razão de seu crescimento e afins.


O uso do drone pode variar entre recreação, sendo conhecido como aeromodelismo, e profissionais, existindo até cursos para a pilotagem profissional de drones. Ciente do crescimento da ferramenta, o ITARC preparou este artigo com curiosidades sobre a história dos drones e seu surgimento, até os dias atuais. Confira!


Confira a história dos drones e suas curiosidades


O surgimento do drone

A história dos drones iniciou-se com uma inspiração em bombas voadoras alemãs do tipo V-1, popularmente conhecidas como buzz bomb. Recebeu esse nome devido ao barulho que fazia enquanto voava, sendo criada pela Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de ser limitada e considerada um alvo fácil, conseguiu um sucesso considerável com sua velocidade constante e por voar somente em linha reta, atingindo um número de mais de 1.000 bombas V-1 lançadas. Alguns anos mais tarde, ainda na Segunda Guerra mundial, foi criada sua sucessora, a bomba V-2.


Quem inventou o drone?

O modelo que ficou marcado na história dos drones, ou seja, o qual conhecemos hoje em dia, foi desenvolvido pelo engenheiro espacial israelita Abraham (Abe) Karem. Segundo ele, em 1977, época de sua chegada nos EUA, eram necessárias 30 pessoas para controlar um drone. Diante desta situação, ele fundou a empresa Leading System e, utilizando poucos recursos tecnológicos, como fibra de vidro caseira e restos de madeira, deu origem ao Albatross.


Com as melhorias alcançadas com o novo modelo – 56 horas no ar sem recarga de baterias e com três pessoas operando, o engenheiro recebeu financiamento da DARPA para os aprimoramentos necessários para o protótipo e, com isso, surgiu o novo modelo chamado Amber.

Tais aeronaves foram projetadas e desenvolvidas para missões militares que ofereciam risco à vida de seres humanos, como resgate em incêndios e com a segurança de civis. Estas possuem como objetivo permitir o monitoramento ou o ataque à alguma região.


No Brasil, a história dos drones foi marcada pelo BQM1BR, o primeiro VANT registrado no país, fabricado pela CBT (Companhia Brasileira de Tratores). Movido a jato, o protótipo tinha como objetivo servir de alvo aéreo, realizando seu primeiro voo em 1983.


Além desse, outro VANT registrado é o Gralha Azul, produzido pela Embravant. Este possui mais de 4 metros de envergadura, podendo realizar até 3 horas de voo.


Assim como a internet, a história dos drones foi caminhando rumo à acessibilidade e trouxe muitos benefícios tanto para o mercado de drones quanto para seus consumidores. Hoje em dia, os drones possuem uma versatilidade enorme quando se trata do seu uso. Entre suas utilidades estão monitoramento e vigilância, foto e filmagem, uso militar, resgate, dentre dezenas de outros.


O que é um drone?

É um veículo aéreo não tripulado (VANT) que possui uma controladora de voo, podendo receber comandos por meio de radiofrequência, infravermelho e, até mesmo, missões definidas de forma prévia por coordenadas GNSS (Global Navigation Satellite System), através de seu sistema embarcado. Sua aparência remete a mini-helicópteros, alguns modelos são réplicas de jatos, outros são multirotores, quadcopters (quatro motores), modelos com oito motores e até com 12 motores, ou que utilizam combustível para seu voo.


A nomenclatura VANT já é considerada obsoleta, pois com a evolução da tecnologia e padronização mundial, o nome técnico mais praticado no Brasil desde 2022 é o de RPAS (Remotely Piloted Aircraft System) ou UAS (Unmanned Aerial System). Mesmo sendo palavras em inglês, não fica correto traduzi-las, pois sua tradução entraria em conflito com outras siglas já utilizadas na aviação. Como é o caso de ARP, por exemplo (Aeronave Remotamente Pilotada). Porém, esta sigla já é utilizada para designar “Aerodrome Reference Point”.


Drone em inglês significa ‘’zangão’’ e, devido ao seu zumbido ao voar, porém a nomenclatura costuma variar conforme seu propósito de uso. Conheça mais sobre suas nomenclaturas a seguir:


VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado)


Era apresentada como a terminologia oficial segundo os órgãos reguladores brasileiros do transporte aéreo. Contudo, no Brasil, é caracterizado como RPA qualquer aeronave projetada para operações sem pilotos embarcados, de acordo com a legislação pertinente, Circular de Informações Aéreas AIC N 21/10.


O RPA ou RPAS possui fins comerciais ou de pesquisa científica e experimentos. Além disso, para um drone ser considerado um RPA, é necessário este possuir carga útil embarcada, não influenciando em seu funcionamento, como por exemplo uma câmera ou uma embalagem de produto.


RPAs (Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas)


É considerado o termo correto para referir-se a aeronaves que são controladas remotamente durante o voo.

No caso de alguém, por exemplo, querer realizar a filmagem do seu casamento ou realizar a entrega de alguma encomenda, é preciso uma solicitação formal de uso específico 15 dias antes, com as devidas informações e características sobre a nave para a ANAC.


Gostou do nosso artigo? Aqui no blog do ITARC você sempre pode saber mais sobre o mundo dos drones e suas curiosidades! Se você procura por um curso de pilotagem de drone ou um curso de manutenção de drones o ITARC (Instituto de Tecnologia Aeronáutica Remotamente Controlada) é o lugar certo para você. Atuamos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Porto Alegre, Santa Catarina, Paraná, Amazonas, Alagoas e Ceará. Temos vários polos regionais essenciais para o desenvolvimento e a prática da tecnologia de RPA no Brasil. Entre em contato conosco e saiba mais sobre nossos cursos!


E a história recente, o que temos?


Veja este vídeo sobre um projeto onde o próprio ITARC fez história lançando o primeiro Drone Salva Vidas no Brasil. Um projeto totalmente original, desenvolvido pelo ITARC e implementado no CBMERJ (Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro).

Por este projeto o ITARC recebeu premiação internacional direto da General Eletric – GE.




Fonte: https://itarc.org/historia-dos-drones/

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Todas as noites programação ao vivo com Ademir Palácios

 


 Todas as noites programação ao vivo com Ademir Palácios O SOM DA SAUDADE

https://nossajovemguarda.blogspot.com/

Clique no link acíma para acessar a rádio que leva até você momentos de recordações

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Rádio Nossa Jovem Guarda - Programa ao vivo com os grandes sucessos e curiosidades

 


 Todas as noites a partir das 22:30 o programa : O SOM DO SUCESSO

Apresentação de Ademir Palácios com transmissão ao vivo para todo planeta, os grandes sucessos da fase Jovem Guarda e anos 70 para você recordar. Clique no link abaixo e acesse

nossajovemguarda.blogspot.com

terça-feira, 10 de setembro de 2024

Relembre artistas que fizeram história na Era de Ouro do rádio

 Nomes como Marlene, Emilinha Borba e Cauby Peixoto ainda hoje são lembrados por seus 

Entre os anos 1930 e 1950 do século XX, ouvir rádio era uma atividade que reunia as pessoas na sala de seus lares, ao redor daqueles aparelhos valvulados de grande porte - e zero portabilidade.

Além dos noticiários e radionovelas, a música - executada ao vivo em programas de auditório - era um dos principais conteúdos que atraíam e envolviam o público. Foi assim que surgiram verdadeiros ídolos das multidões, em uma espécie de "show business" que ainda engatinhava.

Artistas como Marlene, Emilinha Borba e Cauby Peixoto fizeram parte da Era de Ouro do Rádio brasileiro. Eles conquistaram fãs fervorosos, que queriam seguir todos os seus passos para além da música: nessa época, o cotidiano dos artistas também se tornou algo de interesse do público. Revistas e jornais ajudavam a manter esse status de "mito" atribuído aos cantores, que estavam sempre marcando presença em entrevistas e reportagens, falando sobre suas vidas pessoais e profissionais.

Para relembrar a chamada Era de Ouro do Rádio, o Mundo GFM destaca a seguir cinco ícones desse período da nossa música.

Marlene

Nascida Victoria Bonaiutti de Martino, em 24 de novembro de 1922, a artista adotou o nome Marlene para não ser descoberta pela família no início de sua carreira como cantora de rádio. Aos poucos, alcançou grande sucesso, tornando-se uma das estrelas da Rádio Nacional no fim dos anos 1940. Com sucessos como "Lata D'Água" e "Mora na Filosofia", a intérprete notabilizou-se pela sua voz e conquistou o trono de Rainha do Rádio em 1949.


Sua trajetória também foi marcada pela rivalidade com outra colega de profissão, Emilinha Borba. A disputa pela coroa de "Rainha do Rádio" mobilizava os fãs de ambas e era assunto constante na Revista do Rádio, periódico voltado para tudo que acontecia nos estúdios e nos bastidores.


Além de brilhar na Era do Rádio, Marlene seguiu fazendo trabalhos como atriz e reposicionou sua carreira musical a partir do fim dos anos 60, com shows como "É a Maior!" (1969) e "Te Pego Pela Palavra" (1974). A artista faleceu em 2014, devido a uma pneumonia severa.


Emilinha Borba

foto 02

Emilia Savana da Silva Borba nasceu em 31 de agosto de 1923 e começou a carreira ainda na adolescência. Aos 16 anos, gravou seu primeiro disco de 78 RPM. Na mesma época, tendo Carmen Miranda como madrinha, passou a se apresentar como crooner do Cassino da Urca. Em 1942, foi contratada pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, onde permaneceu por 27 anos, sendo considerada a "Estrela Maior" da emissora. Em 1953, foi coroada pelo voto popular como a "Rainha do Rádio".


Emilinha foi a primeira artista brasileira a fazer uma longa excursão pelo país com patrocínio exclusivo, com patrocínio do laboratório Leite de Rosas. Até agosto de 1995, ela foi a personalidade que mais vezes apareceu em capas de revistas no Brasil.


A artista ficou inativa por problemas nas cordas vocais entre 1968 e 1972. Nos anos 2000, seguiu fazendo shows pelo Brasil. Em 3 de outubro de 2005, Emilinha morreu de infarto fulminante, aos 82 anos.


Cauby Peixoto





Nascido em Niterói (RJ), em 10 de fevereiro de 1931, Cauby Peixoto Barros começou a carreira artística no fim dos anos 40. Era conhecido pelo estilo próprio de interpretação e por seu visual excêntrico. Em 1949, estreou no programa "Hora do Comerciário", da Rádio Tupi, e logo se transferiu para São Paulo. Em 1952, foi contratado pela filial paulista da Rádio Nacional.


O estrelato, no entanto, só veio na metade dos anos 50, com a gravação da versão em português de "Blue Gardenia", sucesso na voz de Nat King Cole. Nessa época, o assédio das fãs se intensificou: ele chegava a ter pedaços de suas roupas arrancados pelas admiradoras.


Cauby também passou uma temporada nos Estados Unidos, usando o nome artístico Ron Coby, com idas e vindas entre 1955 e 1958. Com o declínio da Era do Rádio e dos programas de auditório ao vivo, buscou se reinventar. Em 1957, foi o primeiro cantor a gravar um rock em português, intitulado "Rock and Roll em Copacabana". Em 2007, venceu o Grammy Latino na categoria "Melhor Álbum de Música Romântica". Cauby morreu na noite de 15 de maio de 2016, aos 85 anos, por complicações de uma pneumonia.


Orlando Silva

foto orlando

O chamado "Cantor das Multidões" viveu alguns percalços até alcançar a fama. Nascido no Rio de Janeiro (RJ), em 3 de outubro de 1915, Orlando teve os dedos do pé amputados após um acidente com um bonde. Ele foi reprovado em dois testes para ser cantor de rádio, até ser apadrinhado pelo compositor Bororó e pelo cantor Francisco Alves, conhecido como "O Rei da Voz". Em 1934, passou a cantar na Rádio Cajuti. Dois anos depois, ajudou a inaugurar a Rádio Nacional e foi o primeiro cantor a se apresentar na estação.


Orlando Silva foi o primeiro cantor a ter um programa de rádio exclusivo, que ia ao ar nos fins de tarde de domingo, e fazia tanto sucesso que suas fãs criaram o hábito de colecionar pedaços de suas roupas. Ele costumava atrair multidões em suas apresentações. No início dos anos 1940, entretanto, o vício em morfina e álcool passou a minar sua carreira. Ele morreu aos 63 anos, em 7 de agosto de 1978, vítima de uma isquemia cerebral.


Ângela Maria

foto angela

Uma das maiores divas da música brasileira, Angela Maria também foi revelada na Era do Rádio. Ela nasceu em São Paulo (SP), em 29 de setembro de 2018, e foi eleita "Rainha do Rádio" em 1954. A artista, conhecida como Sapoti, consagrou-se como uma das grandes intérpretes de samba-canção, ao lado de Maysa, Nora Ney e Dolores Duran. Além de cantora, Angela era atriz, tendo participado do filme "Portugal... Minha Saudade" (1973), de Mazzaropi.


Angela Maria foi o grande ídolo de Elis Regina, uma das maiores cantoras da segunda metade do século XX. Ela ainda inspirou artistas como Djavan, Milton Nascimento e Ney Matogrosso. A artista morreu em 29 de setembro de 2018, aos 89 anos.




Fonte:https://www.ibahia.com/

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Programa de rádio: Pelos Caminhos da Saudade mantém serestas vivas há 75 anos

 

Na foto: Fábio Monteiro, o cantor seresteiro Roberto Fioravante e Manoel Lopes Alarcon, em 1990

 Criado em 1949, o programa Pelos Caminhos da Saudade, da Rádio Educativa, completa 75 anos em 2024. Um dos mais tradicionais do rádio piracicabano, o programa preserva até hoje a tradição da seresta, com uma vasta programação de clássicos do estilo musical.

O programa difunde pelas ondas do rádio uma história musical de mais de cem anos de existência, que são tocadas junto com informações a respeito do estilo que ecoa pelos rádios de Piracicaba. “A trilha musical do programa retrata gêneros musicais como a valsa, modinhas, canções, samba canção, boleros, tangos e sambas do início do século 19. São mais de cem anos de história da música brasileira, informando o ano da composição, seus autores e intérpretes”, disse o radialista Fábio Monteiro, apresentador do programa desde 2003. A atração teve início com Arthêmio de Lello, então com 13 anos, que exercia a função de radialista e apresentador. Ele permaneceu até a década de 1960, quando problemas nas cordas vocais o impediram de atuar.


Na época, o programa era transmitido pela emissora Rádio PRD-6, no antigo Teatro Santo Estevão (onde atualmente se localiza o coreto da praça José Bonifácio) e tinha como colaboradores Dirlei de Almeida Canto, Carlos Cantareli e Edson Rontani. Após o afastamento de Arthêmio, a locução do programa foi assumida por Manoel Lopes Alarcon, que ficou até 1991 no comando do programa. Depois dele, a apresentação foi assumida por Alícia Nascimento e pelo jornalista Geraldo Nunes, à época editor do Jornal de Piracicaba, que atuou até a sua morte, em 2000. O programa ficou fora do ar durante três anos, e retornou com Fábio na apresentação, que já conhecia a produção do programa. “Já participava na produção quando era apresentado pelo Geraldo Nunes. Este programa eu recebi de herança do Manoel Lopes Alarcon em vida, pois em 23 de novembro de 1990, recebi das mãos dele o troféu Pelos Caminhos da Saudade e a missão de dar continuidade aos seus trabalhos, mesmo quando ele viesse a partir”, contou Fábio.


“É uma grande satisfação a produção e apresentação do programa, pois tenho a oportunidade de informar ao ouvinte detalhes da música. O programa oferece a oportunidade do público de conhecer as músicas executadas em décadas passadas, seus ritmos e sua poesia”, afirmou o apresentador. A programação também deu a oportunidade de Fábio ajudar a perpetuar a cultura seresteira de Piracicaba, com a criação do Projeto Choros e Serestas, “que tem por finalidade a preservação da nossa memória musical’, diz. “Em certas ocasiões, as músicas executadas na seresta no Largo dos Pescadores tinham suas trilhar originais nas ondas do programa. Assim, as pessoas tinham a oportunidade de conhecer seus autores e intérpretes originais”, finalizou. O programa Pelos Caminhos da Saudade vai ao ar todo sábado às 9h pela Rádio Educativa de Piracicaba 105,9.


Obrigado pela audiência na Rádio Épocas!

RD STATION Clique aqui e adicione grátis o botão do WhatsApp em seu site